Furacão Polo atinge o México
Ventos intensos, cortes de energia elétrica e risco de inundações: Polo tocou o solo no México na madrugada de terça-feira (29) como um furacão no limite entre as categorias 2 e 3 na escala Saffir-Simpson (que vai até 5).
O fenômeno é o primeiro da temporada a tocar o solo em uma área habituada com ciclones tropicais, que neste ano devem ser mais intensos devido ao fenômeno El Niño.
Uma equipe da AFP está em Puerto San Carlos, na Baixa Califórnia do Sul. Ventos intensos e cortes de energia foram registrados na região
A elevação do nível do mar rompeu vários trechos de uma barreira de areia que servia de contenção. As autoridades preveem inundações na localidade de quase 6.000 habitantes, que vive principalmente do turismo.
Alguns moradores se refugiaram em um abrigo instalado em uma escola, outros decidiram deixar a cidade, mas também há pessoas que decidiram permanecer em suas casas, apesar do perigo.
"Sempre fiquei aqui durante os furacões e nunca aconteceu nada comigo. Confio em Deus", respondeu Salvador Palma quando uma equipe da Marinha solicitou que ele seguisse para um abrigo. "Aqui me sinto mais seguro com a minha família".
Algumas famílias permaneceram em suas casas em uma colônia de pescadores. A Marinha não está autorizada a forçar a saída dos moradores.
Baixa Califórnia Sul é uma das regiões do México mais expostas a ciclones. E o primeiro deste ano é o Polo, que se mostrou errático desde o início, com mudanças repentinas de intensidade, passando da categoria 4 para 5 em várias ocasiões antes de chegar à costa.
As previsões iniciais apontavam que atingiria o país como um furacão de categoria 1. O olho do furacão passou ao sul de Las Barrancas, a quase 180 km de Puerto San Carlos.
O alerta de furacões foi estendido a Sonora, no México continental.
"Temos que nos proteger pela família, pela propriedade", disse Juan Manuel Sarabia, de 53 anos, que colocou tábuas na fachada de sua casa, reforçadas com longas ripas de madeira.
Como muitos moradores de Puerto San Carlos, ele trabalha levando turistas para pescar e observar baleias.
As forças militares deslocaram quase 7.000 agentes para a Baixa Califórnia do Sul, onde, além disso, as aulas e o trabalho presencial para funcionários públicos foram suspensos. Também não há atividade marítima nem acesso às praias.
P.Najdi--al-Hayat