AL HAYAT - Chanceler argentino repudia incentivo à exploração petrolífera britânica nas Malvinas

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Chanceler argentino repudia incentivo à exploração petrolífera britânica nas Malvinas
Chanceler argentino repudia incentivo à exploração petrolífera britânica nas Malvinas / foto: Pablo PORCIUNCULA BRUNE - AFP

Chanceler argentino repudia incentivo à exploração petrolífera britânica nas Malvinas

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, condenou, nesta quarta-feira (2), o projeto de exploração petrolífera de uma empresa britânica na bacia das Ilhas Malvinas, arquipélago cuja soberania é disputada por Buenos Aires e Londres.

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"Estão acontecendo coisas nas Malvinas que são decisões unilaterais do Reino Unido, as quais nós não só rejeitamos, mas que repudiamos de forma muito clara", disse Quirno em um fórum político de direita em Buenos Aires.

O chanceler acrescentou que a Argentina "deve ter todas as ferramentas possíveis" para defender seus interesses e recuperar a soberania das ilhas.

Uma resolução das Nações Unidas reconhece desde 1965 a disputa de soberania, insta as partes a encontrar uma solução pacífica e a não adotar decisões unilaterais sobre o arquipélago.

Ex-combatentes da Guerra nas Malvinas e advogados ambientalistas argentinos apresentaram, na terça-feira, uma ação judicial para barrar um projeto petrolífero impulsionado pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas em águas ao norte das Ilhas Malvinas.

O projeto Sea Lion "pretende instalar uma unidade petrolífera em grande escala sobre a plataforma continental argentina, a 220 km das Ilhas Malvinas", afirmam os denunciantes em um comunicado que acompanha a ação.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não descartava "revisar" a posição neutra de Washington em relação à disputa histórica pelo arquipélago, localizado no Atlântico Sul.

A alusão de Trump foi destacada na terça-feira pelo presidente argentino, Javier Milei: "Aconteceu algo muito forte em relação à causa mais importante e sagrada que nós, argentinos, temos", disse à Rádio El Observador.

O mandatário fará um anúncio em rede nacional a respeito na quinta-feira.

Argentina e Reino Unido reivindicam a soberania sobre o arquipélago, pelo qual travaram uma guerra em 1982. O conflito terminou com a rendição de Buenos Aires após 74 dias de combates, durante os quais 649 argentinos e 255 britânicos morreram. Desde então, a disputa segue pela via diplomática.

N.Dossary--al-Hayat