América Latina reduz ritmo de crescimento para 2,2% em 2026, diz Banco Mundial
A América Latina e o Caribe reduzirão ligeiramente seu ritmo de crescimento para 2,2% em 2026, em comparação com os 2,4% registrados no ano passado, segundo as previsões regionais do Banco Mundial (BM) divulgadas nesta terça-feira (6).
El Salvador, Paraguai e Argentina destacam-se entre os países com as maiores taxas.
El Salvador (4,5%) e Paraguai (4,7%) beneficiam-se de melhores condições de segurança e de suas políticas de austeridade fiscal, que impulsionam um investimento privado robusto, explica a instituição.
A Argentina, com uma estimativa de 2,1%, "segue uma trajetória semelhante e projeta-se que cresça durante três anos consecutivos, de 2025 a 2027, pela primeira vez em quase duas décadas, impulsionada pelo ajuste fiscal, pelas reformas tributárias e por uma economia mais aberta", acrescenta o comunicado.
O país sul-americano registra, no entanto, uma queda em relação aos 4,5% observados no ano passado.
O Banco Mundial divulga essas projeções uma semana antes do início de sua reunião semestral.
"A América Latina e o Caribe têm potencial para alcançar um crescimento mais sólido e ambicioso. Os países que mantiveram estruturas macroeconômicas sólidas, fortaleceram suas instituições e impulsionaram reformas estão demonstrando que é possível alcançar um crescimento mais forte", afirmou Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a região.
As duas principais economias da região, Brasil (2,1%) e México (1,4%), apresentam uma tendência de estagnação.
"Brasil e México estão crescendo a um ritmo igual ou inferior à média regional, limitados pelas condições monetárias restritivas necessárias para manter a desinflação, pela incerteza em matéria de políticas (econômicas) e pelo enfraquecimento do impulso do investimento público", explicou o Banco Mundial.
Um ritmo de crescimento insuficiente prejudica as oportunidades da região de reduzir a pobreza e a informalidade econômica, acrescenta a instituição.
Além disso, "a intensificação do El Niño ameaça a atividade econômica por múltiplas vias, desde as secas que afetam a geração hidrelétrica e a agricultura até episódios de chuvas excessivas".
O Banco Mundial apontou a volatilidade dos preços da energia como um fator de risco fundamental para a inflação. É provável que os bancos centrais mantenham as taxas de juros mais altas por mais tempo para combater os preços elevados, acrescentou.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada no final de fevereiro, mergulhou o Oriente Médio na violência e fez com que os preços globais da energia disparassem.
H.Humaid--al-Hayat